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Curso no Recife oferece qualificação para técnicos de som com bolsa de R$ 5 mil



Estão abertas as inscrições para o curso "Do Terreiro para o mundo: aperfeiçoamento para técnicos da cultura popular", que oferecerá qualificação profissional em processos fonográficos para técnicos de som que sejam integrantes de grupos tradicionais de cultura popular. Serão selecionados 25 alunos, dos quais 20 receberão uma bolsa de R$ 5 mil, cada, de forma a promover renda e mitigar os impactos da pandemia da Covid-19 no campo da cultura.

As inscrições gratuitas devem ser feitas até esta sexta-feira (21), através de formulário online.

Podem se candidatar técnicos de som maiores de 18 anos que possuam experiência comprovada em eventos culturais. A oficina terá 36 horas e acontecerá no Espaço Cultural Casarão, na Boa Vista, Centro do Recife, entre 25 de janeiro a 4 de fevereiro. Os alunos receberão certificado de participação. O projeo foi contemplado pelo edital Sérgio Valença Pezão de Formação Técnica, da Prefeitura do Recife, com verba da Lei Aldir Blanc.

"O projeto visa o aperfeiçoamento dos agentes culturais, viabilizando reciclagem, inovação profissional e acesso às informações técnicas avançadas de sonorização e gravação de áudio para aprimorar a qualidade dos registros fonográficos e shows", diz Diogo Lopes, músico, produtor fonográfico e pesquisador na área de tecnologia e cultura popular, coordenador do curso ao lado de Renato Barros, produtor fonográfico e técnico de som.

"Pretendemos equilibrar a balança da indústria cultural, minimizando as assimetrias de poder e a concentração do conhecimento técnico e oferecendo aos integrantes de grupos de cultura popular tradicional a oportunidade de especialização técnica."

Como serão as aulas


Serão nove encontros, com conteúdos práticos e teóricos e amplo acesso à tecnologia e aos equipamentos de som. As aulas tratarão dos temas teoria do som e dos microfones, sistemas de som, técnicas avançadas de microfonação de instrumentos, técnicas de mixagem e gravação avançada, prática de sonorização e gravação. A coordenação pedagógica é de Ricardo Maia, doutor em Comunicação pela UFPE, músico, pesquisador, jornalista e coordenador do curso de Produção Fonográfica da Uniaeso.

Políticas afirmativas


Das 20 bolsas oferecidas pelo curso, 50% serão voltadas às políticas afirmativas, para que assim possamos garantir a pluralidade entre os integrantes e a participação dos grupos minoritários, estimulando sua participação no mercado de trabalho. Serão 10% para pessoa pretas, pardas ou indígenas, 10% para mulheres, 10% para as pessoas com deficiência, 10% para idosos, 10% para pessoas trans, travesti, não binária ou com outra variabilidade de gênero, sem identidade de gênero ou com condição específica.

Quem irá ministrar


A oficina será ministrada por nove professores com larga experiência prática, profissional e acadêmica na área. São eles:

  • Missionário José (doutor em Música pela USP e coordenador do Núcleo de Tecnologias do Som da UFPE);
  • Danilo Paiva (20 anos de mercado fonográfico, atuou com Naná Vasconcelos e Geraldo Azevedo);
  • Leo D (criador do Estúdio Mr. Mouse e Moringa Áudio, tecladista da Mundo Livre S/A);
  • Delbert Lins (técnico de som e gravação, atuou em festivais como Rock in Rio Las Vegas e North Sea Jazz Roterdã);
  • Paulo Germano (no mercado fonográfico desde 1998, já trabalhou com Lenine e Dominguinhos);
  • Adriano Leão (fundador do Altovolts, grupo de pesquisa de tecnologias analógicas);
  • Luizinho Referência (membro da Audio Engineering Society, trabalha com projetos de acondicionamento acústico e sonorização);
  • Adriano Duprat (atuou como técnico de PA e de monitor com Elza Soares, Zizi Possi e Tom Zé);
  • Buguinha Dub (34 anos de carreira com áudio, referência musical no universo dub e na música percussiva)

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